SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA REALIZA LIMPEZA GERAL DA LAGOA

A Prefeitura Municipal, por intermédio da Secretaria de Infraestrutura, concluiu, no dia 25/10, o serviço de limpeza geral da lagoa. Entre plásticos, pneus, paus, garrafas de vidro e pet,  muito lixo foi retirado para depois ser feito o corte de todo o capinzal que cresceu nas margens.  Todo esse material indesejado roubava a beleza natural do lugar além de emitir um odor pouco agradável. Agora, depois da limpeza concluída, o mais importante é que as pessoas se conscientizem da importância histórica da velha lagoa e não mais joguem lixo dentro da mesma. “Esse serviço embelezará ainda mais esse nosso cartão postal além de tornar bastante agradável  a prática de atividades físicas, tais como caminhadas, passeios e “coopers” feitos diariamente por pessoas que escolhem esse local para cuidar da saúde e espairecer”, afirmou o Prefeito Nel!

A VELHA LAGOA NÃO É UM DEPOSITO DE LIXO, MAIS SIM UM REFERENCIAL HISTÓRICO –  Para quem ainda não sabe, as origens da velha lagoa remota aos primórdios da fundação da cidade atual. Esses eventos aconteceram em datas cronologicamente anteriores  ao século XVII, conforme narrado a seguirExistem documentos datados de 1787 e 1818, no Museu de Manaíra, sob o domínio da Fundação Cultural Antonio Antas Diniz, que dão conta da existência da povoação denominada de “Alagoa Nova”. Nestes documentos há confirmações de que, vários anos antes dessas datas, havia habitantes na região de Belém, Algodões, Quixaba, Poço do Cachorro e Olho d´Água. Tal povoação, localizada ao lado leste da lagoa, é citada como tendo início em 1840, como desenvolvimento da fazenda “Alagoa Nova” (primeiro topônimo que recebeu a povoação) pertencente aos descendentes de Joaquim Ferreira: Antônia (que casou-se com Manoel Pereira da Silva), Balbina e Catarina (que doaram a parte das terras para constituir o Patrimônio da Capela. Severina e João Ferreira eram falecidos.

O Sr. Manoel Pereira da Silva, após o casamento com D. Antônia, assumiu o controle da Fazenda e iniciou as primeiras construções do povoado. Na época, adquiriram pequenos pedaços de terra e construíram suas casas os senhores Manoel Pequeno, Severino Benedito e Belarmino Nogueira. Há informações de que o senhor Cândido Soares já residia à margem da Lagoa, em 1840.

Em 1870, foi construída a primeira capela do local, oferecida a São Sebastião, em terreno doado pelas irmãs “Catarina e Balbina”, da família Ferreira Rabelo Aranha. Posteriormente, no século seguinte, foi construída a igreja atual que hoje serve como Matriz, tendo por padroeiro o Divino Espírito Santo.

Em 1877, o comércio já apresentava bom desenvolvimento e o proprietário da fazenda “ALAGOA NOVA”, Manoel Pereira da Silva, foi seu primeiro comerciante. Ele instalou inclusive, uma “bulandeira”, engenho primitivo para descaroçar algodão, também utilizado na moagem de cana-de-açúcar para a fabricação de rapadura e aguardente. Na divisão administrativa do quinquênio 1939/43, aparece pela primeira vez, com a denominação de Manaíra.

A emancipação política foi conseguida através da Lei Estadual nº 2.659, de 21 de dezembro de 1961, pela iniciativa do manairense Antônio Antas Diniz, enquanto Presidente da Câmara de Vereadores de Princesa Isabel (PB) e defendida na Assembleia Legislativa pelo Deputado Antônio Nominando Diniz. A instalação oficial ocorreu a 31 do mesmo mês e ano, desmembrado de Princesa Isabel e formado por dois Distritos: O da Sede e o de Pelo Sinal.

Nas fotos abaixo, muito lixo e capim, para depois…

Ficar assim…

 

Por: JK Cosme(Jornalista Profissional, sob Registro nº  1217 – DRT 4578/PB), com fotografia de Leandro “LALAU” Pereira.